ABEF participou do CIFARP 2017 – confira resumos das apresentações

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28 de novembro de 2017
Participação da ABEF no Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas
28 de novembro de 2017

ABEF no debate sobre educação farmacêutica no CIFARP

 

A ABEF por meio de seus diretores Luciano Soares (Univille), Ester Massae Okamoto Dalla Costa (UEL) e Denise Bueno (UFRGS) contribuiu para construir junto à organização do 11º CIFARP  um debate sobre a educação farmacêutica.

No dia 15 de novembro de 2017, tivemos o Workshop “A melhoria do ensino das ciências farmacêuticas” dividido em duas etapas:

Além dos diretores, participaram as associadas da ABEF Profa. Selma Rodrigues de Castilhos (UFF) e Profa. Silvia Storpirtis (USP-SP). A atividade contou ainda com a médica Belinda Pinto Simões (USP-RP) e foi mediada pelo Prof. Sérgio de Albuquerque (USP-RP).

Veja aqui as fotos da participação da ABEF no evento.

Abaixo postaremos resumos das apresentações dos palestrantes (incompleto).

A melhoria do ensino das ciências farmacêuticas

Resumo da apresentação da Profa. Denise Bueno
Treinamento de habilidades para farmacêuticos de graduação O que pensamos sobre o treinamento de habilidades para farmacêuticos de graduação? Treinar ou ensinar? Este entendimento parece fazer a diferença no processo educacional. Desta forma em três eixos de aprendizagem podem direcionar esta reflexão: 1. Por que ensinamos? Este porque pode ser acompanhado por padrões de treinamento na farmácia, os alunos devem ser capazes de: instruir os pacientes no uso seguro e efetivo de seus medicamentos, saber se comunicar com os pacientes sobre o tratamento prescrito. Assim como os currículos devem ser integrados. As partes componentes da educação e da formação devem estar interligadas de forma coerente.2.O que e como ensinar? Os currículos devem ser progressivos, lidar com questões de uma forma cada vez mais complexa até atingir o nível certo de compreensão. Os autores da educação sugerem que organizemos as habilidades em níveis: Nível 1 - Sabe. Conhecimento que pode ser aplicado no futuro para demonstrar competência. Nível 2 - Sabe como. Testes baseados em contextos - sabe como usar conhecimento e habilidades. Nível 3 - Mostra como. Um aluno ou estagiário é capaz de demonstrar que eles podem realizar em um ambiente simulado ou na vida real. Nível 4 - Faz. Atuando de forma independente e consistente na complexa situação de um contexto cotidiano ou familiar. A evidência para este nível está mostrando neste contexto que é capaz de demonstrar os resultados em uma situação complexa de forma repetida e confiável. Os níveis de ensino não correspondem a anos de estudo. Os métodos de ensino podem ser leituras (conceitos teóricos), Workshops (role play e tarefas reflexivas), Virtual Patient (seguro e replicável), Pacientes Simulated (seguro e replicável), Real Patients (maior risco e imprevisível), Desenvolvimento Profissional, Portfolio (reflexivo) entre outros. Importante vir acompanhado de capacidade de comunicação escrita, de capacidade de negociação (jogo de papéis com a prescrição de prescrições de alteração), de coleta de informações, (Interviewing), de interações (podendo identificar e explicar a interação profissional de saúde e recomendando um curso de ação para corrigir o problema), de formas de explicação (admitindo um erro e pedindo desculpas ao paciente). 3. Como podemos avaliar as habilidades na graduação? A segurança do paciente deve ser primordial nas avaliações: qualquer evidência de uma avaliação que demonstre prática insegura deve resultar em falha. Estas são algumas das reflexões que podem contribuir para este processo de construção das habilidades e competências farmacêuticas.

A educação acadêmica clínica do farmacêutico

Resumo da apresentação do Prof. Luciano Soares
Partindo-se da premissa constitucional da saúde como direito, pode-se compreender as ações e serviços de acesso universal como necessidades, na perspectiva dos meios mais adequados para alcançar resultados em saúde, tidos como fins valiosos. Nesse sentido, a definição de necessidades é constituída por aspectos técnicos, mas também por juízo de valores, de natureza, também, política. Os medicamentos e os serviços farmacêuticos como necessidades sofrem diversas influências, em um quadro teórico bastante complexo. Historicamente, enquanto outras profissões têm caracterizado o serviço profissional como a necessidade social, na farmácia o medicamento tem ocupado, centralmente, esse papel, a despeito de diversas ações que requerem o trabalho farmacêutico serem fundamentais para os resultados da farmacoterapia. Nesse contexto, a dispensação de medicamento configura uma oportunidade impar de interação entre o profissional farmacêutico e os usuários da Farmácia. Adicionalmente, o farmacêutico detém a prerrogativa legal de responsabilidade técnica por este ato. Outra característica da dispensação é sua abrangência elevada, com capacidade para contribuir com o cuidado da atenção primária à saúde no SUS, envolvendo os setores público e privado. Neste momento, em que a formação para a clínica farmacêutica está sendo construída simultaneamente à profissionalidade clínica do farmacêutico é estratégico construir um processo que valorize a dispensação, firmando-a como um serviço de cuidado em saúde realizado pelo farmacêutico, o que seria vital para transformação da farmácia, de fato, em estabelecimento de saúde.

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